sábado, 11 de abril de 2009

RESGATANDO O VERDADEIRO EU

Ao longo da vida vamos construindo a nossa identidade a partir da nossa história familiar, dos nossos relacionamentos sociais e dos valores que nos são impostos pela sociedade como um todo. E, na maioria das vezes, ocorre um enorme distanciamento entre o que desejamos e o que o mundo espera de nós.
Para muitas pessoas, não corresponder à expectativa do mundo simboliza um atestado de fracasso, de que falharam, não conseguiram seguir o modelo por este definido como o de um ser vencedor.
Para estas pessoas, aliás, tomar consciência dos próprios desejos é algo bastante difícil, visto que não desenvolveram o hábito de se autoquestionar e reflectir acerca dos próprios sentimentos. Seguem pela vida de acordo com o que lhes foi ensinado ser o certo e sentem-se totalmente impotentes para questionar tais valores.
Muitas desconhecem as raízes da própria infelicidade ou se recusam a ver a verdade, pois isto exigiria o reconhecimento de que não possuem a coragem necessária para mudar.
A busca da felicidade inclui, para a maioria de nós, a necessidade de reconstruir o próprio Eu, mudando o que for preciso para que nossa vida se adapte aos nossos mais profundos desejos.
A sintonia entre o que nosso coração deseja e o que vivenciamos, é a chave para alcançarmos a serenidade, a paz e o equilíbrio interior com os quais todos sonhamos.
Este processo é geralmente bastante doloroso, pois requer que nos desfaçamos de nossas velhas couraças para que o novo Eu renasça, embora frágil a princípio, como uma criança que sente insegura ao dar os primeiros passos.
Porém, à medida que nos descobrimos senhores da nossa caminhada, não precisando mais fingir algo que não sentimos ou viver o que já não desejamos, uma nova força se apodera de nós, um poder interior que sequer desconfiávamos possuir.
E este poder ninguém poderá retirar de nós, pois uma vez desperto ele jamais desaparecerá.